7.06.2011

8.º Debate com... Dr. Nuno Gradim

Decorreu no dia 5 de Julho o último debate integrado no teatro "senti um vazio...", o qual contou com a presença do Dr. Nuno Gradim (técnico da CIG, Ricardo Correia (encenador), Helena Freitas (actriz) e Nádia Almeida (actriz) e com a moderação do Dr. Hernâni Caniço, Presidente de Saúde em Português.

Neste debate o Dr. Nuno Gradim fez um enquadramento da realidade do Tráfico Humano, no que se refere aos grupos mais vulneráveis, às rotas, ao tipo de tráfico, assim como a contextualização desta temática enquanto uma das missões da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Genero. Paralelamente o encenador e atrizes partilharam algumas das suas experiências durante todo o processo de preparação da peça, de interpretação dos personagens, da criação de cenários assim como, do impacto e empatia criados no público ao longo das várias sessões da sua apresentação.






7.05.2011

7.º Debate com... Dra. Joana Daniel-Wrabetz













DRA. JOANA DANIEL-WRABETZ, chefe de equipa do Observatório do Tráfico de Seres Humanos, foi a convidada a participar no 3º debate sobre TSH, da segunda fase de apresentação da peça “Senti um Vazio”

No inicio da conversa a Dra. Joana Daniel Wrabetz, começou por caracterizar a peça como algo espantoso e que retrata uma pura realidade de muitas meninas vítimas de tráfico para exploração, que são pessoas oriundas de famílias com muitas dificuldades, que caem no engodo de promessas de uma vida melhor, melhores empregos e muitas vezes sem qualquer capacidade de escolha.

Explicou também qual é a missão do OTSH e que a equipa trabalha em conjunto com as autoridades policiais, com os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, entre outras entidades. Deu a conhecer que segundo os dados do Observatório, em Portugal existem 405 vítimas de TSH, mas só 22 casos é que são confirmados, pois o crime de TSH é assinalado, mas depois é difícil de provar porque ainda faltam alguns meios para que as autoridades possam actuar de forma a provar o crime.

Ainda durante a conversa a Dra. Joana descreveu alguns exemplos dos vários tipos de tráfico existentes em Portugal, desde do tráfico para exploração sexual, laboral, entre outros, realçando o que ainda não foi provado em Portugal é o tráfico de órgãos, que é um outro problema existente noutros países.

No final, a Dra Joana Daniel-Wrabetz terminou a conversa defendendo que nós somos parte deste problema mas também fazemos parte da solução, por isso todos nós devemos denunciar, alertar, assinalar, combater este problema.

7.03.2011

6.º Debate com... Mestre Carla Marcelino Gomes

O 6.º debate integrado no teatro "Senti um vazio..." contou com a presença da Mestre Carla Marcelino Gomes, actualmente a trabalhar no Centro de Direitos Humanos da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, e que desenvolveu a sua dissertação de Mestrado sobre a temática do Tráfico de Seres Humanos.

Este debate permitiu explorar o modus operandi dos vários tipos de tráfico, as rotas,os grupos mais vulneráveis, assim como as alterações que ocorreram nos últimos anos a nível legislativo, que muito têm contribuído para o combate a este crime.

Foi também alertado o público presente para a necessidade de cada um de nós estar atento a esta realidade e de activamente contribuir para a denúncia deste flagelo.





6.29.2011

5º Debate com... Dra. Maria Martinha

Decorreu ontem, 29 de Junho, o 1º debate da segunda fase de apresentação da Peça "Senti um Vazio...".

Para participar nesta sessão foi convidada a Dra. Maria Martinha, assistente social pertencente à Congregação das Irmãs Adoradoras.
Tem trabalhado na área da prostituição e também (pontualmente) na área do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual.
É directora Técnica da Equipa de Intervenção Social ERGUE-TE, a qual é uma das valências da IPSS Fundação Madre Sacramento.

No debate, que partiu da partilha de experiênc
ia do projecto ERGUE-TE, foram abordadas as dificudades, desafios e constrangimentos relacionados com o trabalho com vítimas de Tráfico de Seres Humanos.



6.28.2011

Portugal na linha da frente do combate ao Tráfico de Seres Humanos


O Relatório Trafficking in Persons, apresentado ontem por Hillary Clinton, classifica 184 países no respeitante às suas políticas anti-tráfico e coloca Portugal na linha da frente.

Se nos últimos anos a descrição da situação em Portugal deixava algo a desejar, em 2011, a mudança de nível (de 2 para 1) significa que o Governo português cumpriu os requisitos considerados fundamentais no combate ao tráfico de pessoas.

De facto, segundo o documento, ‘Em 2010, o Governo demonstrou o aumento da assistência a vítimas pela concessão de mais vistos de residência a vítimas de tráfico e continuou a atribuir subsídios a OND que disponibilizam cuidados e assistência a vítimas.’

Saúde em Português congratula-se com tal notícia porque actua, também, no combate ao Tráfico de Seres Humanos.

O projecto ‘Mercadoria Humana – Projecto de Sensibilização em Tráfico de Seres Humanos’ tem certamente contribuído para que a população se torne mais ciente e consciente acerca do fenómeno, critério fundamental para que possa ser travado.

6.25.2011

[Quem quer comprar?]


Mercadoria Humana” é uma instalação fotográfica da autoria de Pedro Medeiros, integrada no âmbito do projecto global «Mercadoria Humana – Projecto de Sensibilização em Tráfico de Seres Humanos». Entrevista exclusiva com o autor.


Mercadoria Humana”
é uma instalação fotográfica da autoria de Pedro Medeiros, integrada no âmbito do projecto global «Mercadoria Humana – Projecto de Sensibilização em Tráfico de Seres Humanos» que a Saúde em Português, Associação de Profissionais de Cuidados de Saúde dos Países de Língua Portuguesa, está a desenvolver na Região Centro. Este projecto tem como objectivos principais a prevenção, sensibilização, informação e consciencialização acerca da problemática do Tráfico de Seres Humanos para fins de exploração laboral e sexual, combatendo desta forma o alheamento da sociedade relativamente à natureza e opacidade deste fenómeno.

Instalação patente em Coimbra, 3 de Maio a 3 de Setembro de 2011

Há um vazio nas imagens do projecto “Mercadoria Humana” que reproduzem a frieza da nossa impotência. Essa impotência reproduz-se, facilmente, no descartar da responsabilidade, sendo natural considerarmo-nos inconscientes de uma coisa tida como ausente, por outras palavras, um supremo tabu.

O trabalho de Pedro Medeiros insiste, portanto, em provar justamente o contrário: que é tempo de vermos nas arcas frigoríficas, nos armazéns de mercadorias, nas bancas de venda de um mercado, na solidão congelada de um elevador, no “açaime de um animal”, a vida nua que corresponde a um espaço de excepção permanente fabricado por nós à margem da lei, o mesmo espaço que nos evita ter de pensar nesta realidade e que, além disso, é gérmen imanente da sociedade em que nos envolvemos.

Fomos conversar com o autor desta exposição para percebermos um pouco melhor este projecto.

Podes explicar sucintamente que programa é este, o da mercadoria humana?

Pedro Medeiros: Mercadoria Humana é uma instalação fotográfica, integrada no âmbito do projecto global «Mercadoria Humana – Projecto de Sensibilização em Tráfico de Seres Humanos» que a Saúde em Português (Associação de Profissionais de Cuidados de Saúde dos Países de Língua Portuguesa) está a desenvolver na Região Centro com financiamento do Programa Operacional do Potencial Humano através da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Este projecto tem como objectivos principais a prevenção, sensibilização, informação e consciencialização acerca da problemática do Tráfico de Seres Humanos para fins de exploração laboral e sexual, combatendo desta forma o alheamento da sociedade relativamente à natureza e opacidade deste fenómeno.

A instalação fotográfica está patente em vários espaços públicos da cidade de Coimbra até 3 de Setembro do corrente ano. Depois desta data, está prevista uma primeira itinerância do projecto em Lisboa. Seriam desejáveis outras itinerâncias nos países da lusofonia, no Brasil e nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. O carácter humano e social desta iniciativa justifica, no meu ponto de vista, a ambição e o esforço de tentativa de internacionalização do projecto.

Estamos a produzir, ainda, a edição de um livro sobre este trabalho fotográfico, com a designação “Mercadoria Humana [Encomenda Postal] ”, que será apresentado na FNAC Fórum Coimbra no próximo dia 7 de Julho.

Como reagiste a esta proposta, de um fotógrafo participar numa campanha destas? Que papel para a fotografia e que enquadramento fazes no seio do teu trabalho?

Reagi muito bem, com a consciência de que tinha a oportunidade de poder tratar um tema muito duro. É um desafio enorme, de grande responsabilidade, poder representar fotograficamente este flagelo humano e social. O tráfico de seres humanos é uma actividade criminosa à qual é impossível ficar imune. A fotografia e as artes plásticas têm todos os instrumentos possíveis e impossíveis para poderem integrar de forma activa este tipo de campanhas. A minha atitude perante estes temas é, se quiseres, mais do que uma intenção artística, a afirmação de um compromisso de ordem ética e o exercício de um dever de intervenção cívica. Parte importante do meu trabalho tem vindo a ser desenvolvida na interpretação de temas que envolvem questões de identidade humana, social e política. São exemplos disso os projectos de exposição e edição “Voz do Silêncio” (2006), que realizei sobre as prisões políticas da ditadura fascista, e o projecto “INTRO” (2009), sobre o Estabelecimento Prisional de Coimbra.

No que diz respeito à Instalação Fotográfica “Mercadoria Humana”, trata-se, conforme referi, de um convite que me foi dirigido pela Saúde em Português para a concepção de uma exposição inédita de fotografia que pudesse interpretar o tema central da campanha. Em resposta a este desafio, criei um projecto de autor constituído por um portefólio original de oito imagens, propondo a sua apresentação em formato de Instalação de Arte Pública. Realizei, numa primeira fase, um trabalho de investigação, ao qual se seguiu a construção de um imaginário fotográfico, de cunho performativo. A instalação “Mercadoria Humana” pretende ser um alerta para o sofrimento das vítimas e para a possibilidade de denúncia dos seus opressores.

Os espaços expositivos não são os convencionais, abdicaste da galeria, isso é uma proposta, por assim dizer, política, no seio institucional da arte, ou foi uma opção neutra que apenas prolonga o significado desta exposição, como um trabalho site-specific?

A questão da escolha dos espaços expositivos representa uma das intenções nucleares para a possibilidade de leitura deste projecto. Penso que podemos afirmar que esta escolha tem esse duplo sentido: uma intenção política e a criação de lugares de significado que possam fazer desta exposição um trabalho de site-specific no contexto da arte pública.

Se, por um lado, somos um país economicamente muito frágil, com vários impedimentos financeiros à criação artística, por outro continuamos condenados ao juízo de valor de um grupo de agentes culturais que no seu exercício de influências e critérios de valoração contribuem para um meio encerrado sobre si próprio, centralizado, pouco dado à experimentação e a uma leitura global do país. Tenho alguma dificuldade em compreender o que é eleito como essencial e rotulado como “periférico”.

Quanto à opção de apresentar este projecto em espaços expositivos não convencionais explica-se pela própria intenção de criar uma maior proximidade com o público, reforçando a ideia da cidade como espaço de reflexão, de participação cívica, convocando a população para um exercício de análise crítica e interacção comunitária. Conseguimos desenhar um périplo simultâneo de exposição em vários espaços públicos: Centros de Saúde; Espaços Institucionais de Informação Municipal; Espaços de Ensino Público, Espaços da Universidade de Coimbra e do Ensino Secundário; Espaços de Conhecimento, Cultura e Lazer; Áreas de Comércio e Hotelaria; Empresas de Transporte de Passageiros e Mercadorias; Postos de Turismo. A imersão da instalação no contexto urbano de Coimbra envolveu o apoio e colaboração de cerca de vinte entidades, instituições e empresas da cidade, sendo o projecto visível em vários suportes expositivos vocacionados para o exterior: painéis fotográficos, mupis 175×120cm, cartazes de várias dimensões, flyers e folhetos informativos, e anúncios de imprensa.

Importa, sobretudo, referir que a instalação tem o seu núcleo principal no Mercado Municipal D. Pedro V. Trata-se do espaço onde foram criadas a maioria das obras e onde se pretende que estas estejam em diálogo permanente com o público no seu contexto de instalação. Assim, a instalação integral dos oito painéis fotográficos no Mercado pretende estimular um exercício de diálogo e comunicação, conciliando as interpretações do público in situ com o contexto global da campanha e com as minhas preocupações enquanto autor do projecto.

Há uma crueza e uma frieza nas imagens que dilaceram o corpo humano em mercadoria, e que resultam numa extrema violência. Por outro lado, as mercadorias são o objecto do nosso desejo, são aquilo que o desejo persegue nesta sociedade de consumo. Queres explicar esta opção de uma certa tensão que as imagens provocam?

Não podes traduzir o esmagamento psicológico, a violência exercida sobre as vítimas de tráfico humano, a imensurável crueldade deste crime, sem criares tensão. Essa tensão é inerente ao tema e ao processo criativo de construção das fotografias. Considero, no entanto, que a realidade é sempre mais violenta do que qualquer imaginário ou ficção que consigas criar. Na concepção dos painéis fotográficos que compõem a instalação houve a intenção de incluir em todos eles o logótipo da campanha, os contactos e linhas telefónicas de acção, estes dados fazem parte da obra final, traduzem uma vez mais a intenção do projecto.

Ao apresentarem-se oito painéis fotográficos com esta composição, em formato Mupi, ou cartaz, estamos a apropriar-nos da linguagem utilizada nos meios publicitários da sociedade de consumo para combater o criminoso desejo dos que praticam esse “consumo”. Ao transportarmos os painéis para a rua estamos também a lembrar que todos temos responsabilidade sobre a denúncia deste crime. Gosto desta ideia de incorporação, de que as pessoas possam sentir-se implicadas nestas obras, da ideia de que somos todos parte de tudo e de que na realidade ninguém está verdadeiramente “limpo”.

Como é que as pessoas estão a reagir a este teu trabalho?

Volto aqui à questão do espaço público e dos espaços convencionais. Quando se apresenta um trabalho numa instituição, museu ou galeria aparece um público mais previsível, que se movimenta por prazer, vontade de conhecimento ou por interesse na obra de determinados artistas. Quando se escolhe o espaço público, encontramos o mesmo público dos espaços ditos convencionais e o público constituído pelos cidadãos comuns. Interessa-me, então, o cidadão comum. Interessa-me, neste contexto, o julgamento público.

As reacções têm sido diversas, e penso que este trabalho está a cumprir os seus objectivos. A partir do momento em que se apresenta um trabalho ele deixa de ser do autor, por isso, quem devia responder a esta questão é o público que o vê. Deixo aqui, em todo o caso, duas reacções que tive oportunidade de presenciar na qualidade de “espectador do meu próprio trabalho”. Quando procurávamos o apoio de instituições e empresas na cedência de espaços para colocar as obras, tivemos uma resposta por escrito de uma empresa da cidade que mencionava: “Não podemos ter fotografias que podem afastar os nossos clientes.” Outra reacção foi observada numa das várias unidades alimentares dos SASUC - Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (entidade apoiante do projecto), quando um dos utentes manifestou junto do responsável da cantina que aquele não era o espaço mais apropriado para colocar fotografias com aquele conteúdo, pois incomodavam a sua refeição. Respondi ao responsável desta unidade: - “Se a comida lhe soube mal é sinal que compreendeu este projecto”.

Por Ricardo Seiça Salgado


Fonte: Rua de Baixo | Edição N068, Maio, 2011

6.21.2011

Escola Básica do 2º e 3º Ciclo de Martim de Freitas

Exposição de Artes Plásticas sobre o Tráfico de Seres Humanos irá estar patente de 21 de Junho a 15 de Julho na Escola Básica do 2º e 3º Ciclo de Martim de Freitas | Coimbra.







Localização: Rua André Gouveia 3000-029 Coimbra
http://www.agrupamentomartimdefreitas.com/1011/

6.15.2011



No âmbito do projecto Mercadoria Humana, Saúde em Português e Casa da Esquina contam novamente com a presença de especialistas na temática do Tráfico de Seres Humanos, que irão debater esta problemática, após a apresentação da peça "Senti um Vazio"... Estes debates decorrerão nos seguintes dias:

28 de Junho - Dra. Maria Martinha Silva - Directora Técnica da Equipa de Intervenção Social ERGUE-TE.
30 de Junho – Dra. Carla Marcelino Gomes - Coordenadora de Projectos do Centro de Direitos Humanos da Faculdade de Direito UC.
02 de Julho - Dra. Joana Daniel-Wrabetz - Chefe de Equipa do OTSH.
05 de Julho - Dr. Manuel Albano (a confirmar) Vice-Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e Responsável pela Implementação do II Plano Nacional Contra o TSH em Portugal.

Mais informações e reservas através de: mercadoriahumana@saudeportugues.org ou
239 702 723.

Polícia chinesa devolve crianças traficadas aos compradores

Um total de 29 crianças resgatadas a redes de tráfico de bebés foram entregues aos compradores, pela polícia da província de Shandong, no oeste da China, por não terem sido encontrados os seus pais biológicos.
As crianças foram recuperadas pela polícia, o ano passado, quando desmantelou duas redes de tráfico de bebés. Estas foram vendidas pelos pais biológicos, em zonas muito pobres do sul e centro da China, aos traficantes que, por sua vez, as venderam a famílias de Shandong.
Segundo o polícia Yang Feng, que participou no resgate das 29 crianças, os pais biológicos não apareceram, com excepção de uma mãe que não quis ficar com o filho a cargo.
Um outro polícia, citado pelo diário oficial "Global Times", explicou que "devolver as crianças aos compradores era a melhor opção, porque muitos dos casais não podem ter filhos e tratam-nos como se fossem seus e a alternativa era deixar as crianças em lares ou orfanatos". Para além disso o oficial afirmou ainda que "a polícia acordou com os compradores que as crianças serão bem tratadas e devolvidas se os pais biológicos forem localizados".

Os traficantes de bebés, quer os que raptam as crianças quer os que as compram aos pais, arriscam a pena de morte na China. Mas, os pais compradores que não maltratem e não dificultem o seu resgate, podem ficar a salvo.

Não é a primeira vez que a polícia chinesa devolve crianças aos seus compradores. O ano passado, foram devolvidos 46 bebés na província de Hebei (centro) e em 2003 foram 26, desta feita na província de Yunnan (sul).

Fonte "Jornal de Notícias" 14-06-11

6.08.2011

Peça “ Senti um Vazio”


No decorrer do Projecto Mercadoria Humana, Saúde em Português e Casa da Esquina irão voltar a apresentar a peça “Senti um Vazio” de Lucy Kirkwood.
Esta peça estará em exibição de 28 de Junho a 5 de Julho, a partir das 21he30m, na Casa da Esquina (Rua Aires de Campo, nº 6 Coimbra)

A ENTRADA É GRATUITA


Reservas através de: mercadoriahumana@saudeportugues.org - 239702723 - 960092989
Ou geral@casadaesquina.pt - 929090628

6.07.2011

Ideias Concertadas | Projecto Mercadoria Humana

Artes Plásticas e Fotografia. Duas artes que se juntam por uma boa causa: alertar e denunciar um crime que vai contra os Direitos Humanos. Mercadoria Humana é o tema do projecto de sensibilização de tráfico de seres humanos, promovida pela associação Saúde em Português, em conjunto com o fotógrafo Pedro Medeiros e com os alunos do atelier de artes plásticas da Escola Universitária de Artes de Coimbra ARCA.
O tráfico de seres humanos incide maioritariamente em mulheres e crianças, que têm como principal destino a exploração laboral e sexual. Esta prática ilícita é considerada o terceiro negócio ilegal mais lucrativo após os tráficos de armas e de drogas.
De acordo com o Observatório de Tráfico de Seres Humanos, só no ano passado, em Portugal, foram identificados 22 casos, sobretudo no Norte e Centro do país.



Ciclo de Debates | Teatro Senti um Vazio ...



No âmbito do projecto Mercadoria Humana, Saúde em Português e Casa da Esquina contam novamente com a presença de especialistas na temática do Tráfico de Seres Humanos, que irão debater esta problemática, após a apresentação da peça "Senti um Vazio".... Estes debates decorrerão nos seguintes dias:

28 de Junho - Dra. Maria Martinha Silva - Directora Técnica da Equipa de Intervenção Social ERGUE-TE.
30 de Junho - Dra Carla Marcelino Gomes - Coordenadora de Projectos do Centro de Direitos Humanos da Faculdade de Direito UC.
02 de Junho - Dra. Joana Daniel-Wrabetz - Chefe de Equipa do OTSH.
05 de Julho - Dr. Manuel Albano (a confirmar) Vice-Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e Responsável pela Implementação do II Plano Nacional Contra o TSH em Portugal.

Mais informações e reservas através de: mercadoriahumana@saudeportugues.org ou 239 702 723.

Grupo obrigava jovem de 19 anos a prostituir-se

A Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro deteve, na zona da Mealhada, duas mulheres e um homem suspeitos da prática do crime de tráfico de pessoas.

As detenções ocorreram na sequência da realização de buscas domiciliárias, no âmbito de uma investigação que visava a identificação e desarticulação de um grupo criminoso alegadamente envolvido no tráfico de mulheres que eram encaminhadas para a prostituição.

Segundo a PJ, os três detidos são responsáveis pela introdução, em território nacional de, pelo menos, uma cidadã estrangeira, com 19 anos de idade, compatriota dos mesmos, a quem obrigavam a prostituir-se em locais de circulação rodoviária. Na ação levada a cabo foi possível recuperar a documentação da vítima, ainda na posse dos suspeitos.

As duas mulheres detidas têm 38 e 50 anos de idade e não têm qualquer ocupação profissional, enquanto o homem, de 33 anos de idade, exerce, esporadicamente, a atividade de sucateiro.

Fonte "As Beiras" 06/06/11

15 “escravos” portugueses resgatados em Espanha

Sete pessoas foram constituídas arguidas no âmbito de um processo relativo ao tráfico de pessoas entre Portugal e Espanha para fins de exploração laboral, informa a Polícia Judiciária.

A investigação, conduzida pela PJ através da Diretoria do Centro, apurou que os suspeitos, com idades compreendidas entre os 28 e os 62 anos, residem habitualmente em Espanha, sendo que alguns deles se deslocavam a Portugal com o objetivo de angariarem pessoas para trabalhos agrícolas naquele país, com a falsa promessa de serem bem remuneradas.

As vítimas, todas do sexo masculino, residentes em zonas rurais dos concelhos de Tábua, Oliveira do Hospital, Seia, Nelas e Mangualde, “são pessoas socialmente vulneráveis, psicologicamente frágeis, dependentes do álcool ou de drogas e, consequentemente, muito influenciáveis”, é referido ainda no comunicado.

A Polícia Judiciária contou com a colaboração da Guarda Civil espanhola, que realizou várias buscas nas zonas de Salamanca, Valladolid e Burgos, onde identificou e resgatou vários cidadãos portugueses que estavam a ser vítimas das ações criminosas em causa.

Segundo uma fonte policial, nas buscas foram resgatadas 15 pessoas nesta situação, sendo que algumas das vítimas já tinham conseguido fugir anteriormente.

Foram também identificados alguns empresários espanhóis. Os suspeitos, cinco homens e duas mulheres, todos portugueses e membros da mesma família, vivem em Espanha, onde estão sujeitos a termo de identidade e residência.

Fonte "As Beiras" 07/06/11

6.03.2011

Autoridades resgataram 32 adolescentes sequestradas em "fábrica de bebés" na Nigéria

As autoridades da Nigéria resgataram, quarta-feira (1 de Junho), 32 raparigas entre os 15 e 17 anos que viviam num edifício, na localidade de Aba, onde eram tratadas como "fabricantes de bebés" para tráfico infantil. A organização criminosa mantinhga as adolescentes num edifício onde eram forçadas a entregarem os bebés para serem vendidos.

Os bebés eram vendidos para "vários fins", como a adopção, mas também para serem usados em rituais de feiticiaria, sendo os rapazes mais valiosos que as raparigas.

Algumas das jovens mães disseram que lhes eram oferecidos cerca de 100 euros pelos filhos, mas estes eram depois revendidos por vários milhares de euros.

As adolescentes foram encaminhadas para a agência nacional de luta contra o tráfico de seres humanos da Nigéria e a proprietária do edifício foi detida, incorrendo numa pena até 14 anos de prisão se for considerada culpada.

O tráfico de bebés é relativamente comum nos países da África Oriental, sendo as crianças adquiridas para alegadas "adopções" com vista a começarem a trabalhar desde cedo nos campos agrícolas, minas, fábricas e casas de famílias mais abastadas. Outras acabam em redes de prostituição e, casos mais raros, sacrificadas em rituais de magia negra.

Depois da fraude económica e tráfico de droga, este é o terceiro crime mais comum na Nigéria.

Fonte: Sic Online

Exposição de Artes Plásticas sobre TSH | 1 a 19 de Junho

Até ao próximo dia 19 de Junho, a Exposição de Artes Plásticas sobre o TSH pode ser visitada nos seguintes locais:

- Direcção Regional de Cultura do Centro
O Valor do Corpo, da autoria de António e Pedrosa

- Café Santa Cruz (através da Agência de Promoção da Baixa de Coimbra):

I’m Afraid of Having a Body; I’m Afraid of Having a Soul”, da autoria de Catarina Skoglund e Maria Luiza Macedo

Tráfico Humano à Flor da Pele , da autoria de Alex Tero,

Menina adolescente, da autoria de Pardinha e LCatarino




- Salão Brasil (através da Agência de Promoção da Baixa de Coimbra):

Perdi as Asas, da autoria de Carolina Máxima
Jogos Humanos sem Fronteiras, da autoria de Judite Ascenso e António Costa

Não compro, conquisto, da autoria de António André

5.20.2011

Instalação Fotográgfica na UCV | Televisão web da UC

"Mercadoria Humana" é uma instalação fotográfica da autoria de Pedro Medeiros, integrada no âmbito do projecto global «Mercadoria Humana – Projecto de Sensibilização em Tráfico de Seres Humanos» que Saúde em Português, Associação de Profissionais de Cuidados de Saúde dos Países de Língua Portuguesa, está a desenvolver na Região Centro.

A instalação fotográfica tem como núcleo principal o Mercado Municipal D. Pedro V, em Coimbra, espaço cedido para o efeito pela Câmara Municipal de Coimbra mas também pode ser encontrada em diversos espaços públicos da Região, incluindo a UC

5.16.2011

IPJ acolhe Exposição de Artes Plásticas sobre o TSH até 31 de Maio

A Exposição de Artes Plásticas sobre o Tráfico de Seres Humanos da autoria dos alunos da ARCA EUAC pode ser visitada a partir do hoje no Instituto Português da Juventuide de Coimbra, de 2.ª a 6.ª Feira das 9h00 às 20h00.






Localização:
Rua Pedro Monteiro, 73 Coimbra
3000-329 COIMBRA
Junto à Casa Municipal da Cultura, próximo da Praça da República (Autocarro nº 6)