Dia 17 de Setembro de 2010 foi publicada em Diário da República a Resolução do Conselho de Ministros n.º 74/2010, que aprova o II Plano para a Integração dos Imigrantes (2010 -2013). Trata-se de um documento de política pública da maior relevância para a sociedade portuguesa, progressivamente multi-étnica e multi-cultural.
Este Plano menciona directamente a responsabilidade da DGAI em vários domínios, nomeadamente, convoca o Observatório do Tráfico de Seres Humanos, e exige uma concertação intensa com outras entidades do MAI e muitas outras de diferentes Ministérios.
Fonte: OTSH
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9.18.2010
8.31.2010
ONU lança Plano Contra Tráfico de Seres Humanos
Medidas são anunciadas nesta terça-feira durante reunião na Assembleia Geral, em Nova York.
As Nações Unidas lançaram nesta terça-feira (31 de Agosto de 2010) um Plano de Ação Global contra o Tráfico de Seres Humanos.
De acordo com a ONU, milhões de pessoas, a maioria crianças e mulheres, são vítimas deste tipo de crime todos os anos.
Medidas Concretas
O plano foi lançado na Assembleia Geral, em Nova York, numa sessão aberta pelo Secretário-Geral, Ban Ki-moon.
Em seu discurso, Ban disse que o Plano de Ação fortalece o que ele chamou de três Ps: prevenir o tráfico, processar os criminosos e proteger as vítimas. Ele lembrou que a proposta ainda inclui um quarto P, de parceria. Ban disse que o tráfico é uma forma de escravidão moderna.
Em Julho, o órgão adoptou o plano no qual governos se comprometem a tomar medidas concretas para evitar o tráfico de pessoas, proteger e assistir as vítimas.
Outras recomendações visam punir crimes relacionados ao tráfico além de fortalecer parcerias entre governos, sociedade civil, setor privado e a média.
A especialista do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, Sandra Valle, falou à Rádio ONU, de Viena, sobre um dos desafios para combater o crime logo no começo.
“O grande problema que se tem é de treinar as polícias locais para estarem mais alertas a sinais de tráfico. Porque é claro que aquela pessoa traficada não vai ter nenhuma identidade, ela terá medo de denunciar. E a polícia tem que estar devidamente sensibilizada e treinada para ver estes sinais”, afirmou.
Fundo Voluntário
De acordo com o Unodc, uma das formas de ajudar as vítimas do tráfico de seres humanos é através da criação de um fundo voluntário da ONU.
A agência também pediu aos governos que tomem todas as medidas para assegurar que as vítimas não sejam penalizadas pelo fato de terem sido traficadas.
Fonte: Rádio ONU
As Nações Unidas lançaram nesta terça-feira (31 de Agosto de 2010) um Plano de Ação Global contra o Tráfico de Seres Humanos.
De acordo com a ONU, milhões de pessoas, a maioria crianças e mulheres, são vítimas deste tipo de crime todos os anos.
Medidas Concretas
O plano foi lançado na Assembleia Geral, em Nova York, numa sessão aberta pelo Secretário-Geral, Ban Ki-moon.
Em seu discurso, Ban disse que o Plano de Ação fortalece o que ele chamou de três Ps: prevenir o tráfico, processar os criminosos e proteger as vítimas. Ele lembrou que a proposta ainda inclui um quarto P, de parceria. Ban disse que o tráfico é uma forma de escravidão moderna.
Em Julho, o órgão adoptou o plano no qual governos se comprometem a tomar medidas concretas para evitar o tráfico de pessoas, proteger e assistir as vítimas.
Outras recomendações visam punir crimes relacionados ao tráfico além de fortalecer parcerias entre governos, sociedade civil, setor privado e a média.
A especialista do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, Sandra Valle, falou à Rádio ONU, de Viena, sobre um dos desafios para combater o crime logo no começo.
“O grande problema que se tem é de treinar as polícias locais para estarem mais alertas a sinais de tráfico. Porque é claro que aquela pessoa traficada não vai ter nenhuma identidade, ela terá medo de denunciar. E a polícia tem que estar devidamente sensibilizada e treinada para ver estes sinais”, afirmou.
Fundo Voluntário
De acordo com o Unodc, uma das formas de ajudar as vítimas do tráfico de seres humanos é através da criação de um fundo voluntário da ONU.
A agência também pediu aos governos que tomem todas as medidas para assegurar que as vítimas não sejam penalizadas pelo fato de terem sido traficadas.
Fonte: Rádio ONU
Escravas sexuais. Justiça acusa clãs ciganos de explorar portuguesas
O processo com mais de 50 arguidos está pronto para julgamento. Os detidos em prisão preventiva foram, entretanto, libertados
J. e A. (que nunca chegou a ser localizada pelas autoridades) foram transportadas de Portugal para as quintas - fincas, em castelhano - em Espanha. Ficaram sob controlo das arguidas I. Carromão e V. Carromão, do clã Carromão. As mulheres eram obrigadas a manter relações sexuais com os trabalhadores, bem como com o homem que controlava o esquema de trabalho dos portugueses em Espanha.
O relato de oito anos de escravidão sexual faz parte de um processo que levou à acusação de 58 arguidos por escravidão, sequestro, violação, coacção, ofensas corporais e detenção de armas proibidas. A Polícia Judiciária (PJ) investigou e o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto acusou membros de dez clãs ou grupos de famílias ciganas que se dedicavam, segundo a acusação a que o i teve acesso, a angariar trabalhadores em Portugal para trabalhar em fincas e bodegas espanholas. Eram mantidos em cativeiro, maltratados e ameaçados de morte como foi o caso, revela o DIAP, de J., aliciada por F. Santos e I. Carromão. A investigação relata que em Maio de 1997 os arguidos propuseram-lhe trabalho em Espanha por três meses e um vencimento diário de 5 mil pesetas (cerca de 50 euros) mais alojamento e alimentação. J., desempregada na altura, aceitou a benesse que parecia vir em boa hora.
Ainda em Portugal, J. quis avisar a mãe da partida, mas já não conseguiu que a libertassem. Ficou dois dias na residência dos arguidos, retiraram-lhe a documentação e ameaçaram-na que nunca mais veria a família. Logo na primeira noite, I. Carromão encarregou-se de deixar um aviso a J.: "O meu marido vai ter contigo ao quarto, faz o que ele quer se não vais ter problemas." A acusação refere que acabou por ter relações sexuais com o suspeito.
Dois dias depois arrancaram para Lucena de Jalon, Saragoça. J. ficou inicialmente numa barraca e, depois, mudaram-na para um armazém numa zona isolada perto de Jalon. J. e A. trabalhavam todos os dias da semana do nascer ao pôr do Sol. Quando chegavam ao armazém eram obrigadas a limpar as instalações. Segundo a investigação, J. nunca saiu sozinha nem lhe foi permitido qualquer contacto com a família.
A PJ apurou que durante os oito anos que J. esteve em Espanha J. foi obrigada a ter "relações sexuais, coito vaginal", com os trabalhadores e com o suspeito F. Santos, sob ameaça de arma de fogo e agressões. Nunca recebeu salário, nem dinheiro e sempre que se queixava era vítima de agressões.
Tentou fugir pelo menos três vezes na companhia de A. S. - que se tornou seu companheiro -, mas foram sempre apanhados. A acusação refere que a zona era tão isolada que os arguidos, de automóvel, facilmente os capturavam. Seguiam--se os castigos e a violência.
Finalmente a 16 de Outubro de 2005, J. e A. S. conseguiram fugir para Portugal. Em Maio do ano seguinte estavam já a residir em Macedo de Cavaleiros quando F. Santos, mais três arguidos no processo e ainda familiares entraram na residência do casal e tentaram levá-los para um automóvel que os esperava. Só não conseguiram porque o proprietário da casa conseguiu protegê-los.
Mais uma vez foram obrigados a fugir para Ribeira de Pena, mas em Outubro de 2006, quando J. e A. S. caminhavam na estrada perceberam que uma carrinha semelhante à que conheciam de Espanha abrandou. Era um dos suspeitos, B. Assis. O automóvel parou e ouviu--se: "Vamos embora, entra na carrinha." Mas conseguiram escapar porque J. fugiu aos gritos e apareceram populares que os ajudaram.
As histórias são contadas pela acusação num processo que identifica, pelo menos, 45 casos, uns mais duros que outros, de portugueses, quase todos oriundos de meios rurais, alguns mesmo sem conhecimentos suficientes para ler e outros com atrasos mentais significativos.
Segundo o despacho de acusação, os dez clãs de famílias de etnia cigana - clã Carromão, clã Bragança, clã de Celorico da Beira, clã Felgar, clã de Belmonte, clã de Mirandela, clã de Vila Flor, clã de Sambade, clã de Alfândega e clã Bimba - aproveitavam os laços familiares entre eles para transportar os escravos portugueses, para os alojar e para toda a logística desde o aliciamento à estadia em Espanha.
Em quase todos os casos, as vítimas tentaram fugir, mas a PJ refere que quase sempre eram apanhadas e ameaçadas de morte. Em alguns casos em que houve intervenção da Guardia Civil espanhola, algumas vítimas eram mesmo ameaçadas sem os agentes perceberem, por muitas vezes serem instigadas a mentir aos militares espanhóis.
31 de Agosto de 2010
Fonto: Jornal I
J. e A. (que nunca chegou a ser localizada pelas autoridades) foram transportadas de Portugal para as quintas - fincas, em castelhano - em Espanha. Ficaram sob controlo das arguidas I. Carromão e V. Carromão, do clã Carromão. As mulheres eram obrigadas a manter relações sexuais com os trabalhadores, bem como com o homem que controlava o esquema de trabalho dos portugueses em Espanha.
O relato de oito anos de escravidão sexual faz parte de um processo que levou à acusação de 58 arguidos por escravidão, sequestro, violação, coacção, ofensas corporais e detenção de armas proibidas. A Polícia Judiciária (PJ) investigou e o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto acusou membros de dez clãs ou grupos de famílias ciganas que se dedicavam, segundo a acusação a que o i teve acesso, a angariar trabalhadores em Portugal para trabalhar em fincas e bodegas espanholas. Eram mantidos em cativeiro, maltratados e ameaçados de morte como foi o caso, revela o DIAP, de J., aliciada por F. Santos e I. Carromão. A investigação relata que em Maio de 1997 os arguidos propuseram-lhe trabalho em Espanha por três meses e um vencimento diário de 5 mil pesetas (cerca de 50 euros) mais alojamento e alimentação. J., desempregada na altura, aceitou a benesse que parecia vir em boa hora.
Ainda em Portugal, J. quis avisar a mãe da partida, mas já não conseguiu que a libertassem. Ficou dois dias na residência dos arguidos, retiraram-lhe a documentação e ameaçaram-na que nunca mais veria a família. Logo na primeira noite, I. Carromão encarregou-se de deixar um aviso a J.: "O meu marido vai ter contigo ao quarto, faz o que ele quer se não vais ter problemas." A acusação refere que acabou por ter relações sexuais com o suspeito.
Dois dias depois arrancaram para Lucena de Jalon, Saragoça. J. ficou inicialmente numa barraca e, depois, mudaram-na para um armazém numa zona isolada perto de Jalon. J. e A. trabalhavam todos os dias da semana do nascer ao pôr do Sol. Quando chegavam ao armazém eram obrigadas a limpar as instalações. Segundo a investigação, J. nunca saiu sozinha nem lhe foi permitido qualquer contacto com a família.
A PJ apurou que durante os oito anos que J. esteve em Espanha J. foi obrigada a ter "relações sexuais, coito vaginal", com os trabalhadores e com o suspeito F. Santos, sob ameaça de arma de fogo e agressões. Nunca recebeu salário, nem dinheiro e sempre que se queixava era vítima de agressões.
Tentou fugir pelo menos três vezes na companhia de A. S. - que se tornou seu companheiro -, mas foram sempre apanhados. A acusação refere que a zona era tão isolada que os arguidos, de automóvel, facilmente os capturavam. Seguiam--se os castigos e a violência.
Finalmente a 16 de Outubro de 2005, J. e A. S. conseguiram fugir para Portugal. Em Maio do ano seguinte estavam já a residir em Macedo de Cavaleiros quando F. Santos, mais três arguidos no processo e ainda familiares entraram na residência do casal e tentaram levá-los para um automóvel que os esperava. Só não conseguiram porque o proprietário da casa conseguiu protegê-los.
Mais uma vez foram obrigados a fugir para Ribeira de Pena, mas em Outubro de 2006, quando J. e A. S. caminhavam na estrada perceberam que uma carrinha semelhante à que conheciam de Espanha abrandou. Era um dos suspeitos, B. Assis. O automóvel parou e ouviu--se: "Vamos embora, entra na carrinha." Mas conseguiram escapar porque J. fugiu aos gritos e apareceram populares que os ajudaram.
As histórias são contadas pela acusação num processo que identifica, pelo menos, 45 casos, uns mais duros que outros, de portugueses, quase todos oriundos de meios rurais, alguns mesmo sem conhecimentos suficientes para ler e outros com atrasos mentais significativos.
Segundo o despacho de acusação, os dez clãs de famílias de etnia cigana - clã Carromão, clã Bragança, clã de Celorico da Beira, clã Felgar, clã de Belmonte, clã de Mirandela, clã de Vila Flor, clã de Sambade, clã de Alfândega e clã Bimba - aproveitavam os laços familiares entre eles para transportar os escravos portugueses, para os alojar e para toda a logística desde o aliciamento à estadia em Espanha.
Em quase todos os casos, as vítimas tentaram fugir, mas a PJ refere que quase sempre eram apanhadas e ameaçadas de morte. Em alguns casos em que houve intervenção da Guardia Civil espanhola, algumas vítimas eram mesmo ameaçadas sem os agentes perceberem, por muitas vezes serem instigadas a mentir aos militares espanhóis.
31 de Agosto de 2010
Fonto: Jornal I
8.26.2010
Paraná está na rota do tráfico de pessoas
Iludidas, mulheres brasileiras são aliciadas por quadrilhas internacionais e submetidas à prostituição em países da Europa e da América do Sul
Relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodoc) divulgado no final de junho mostrou que o tráfico de pessoas - especialmente mulheres - para fins de exploração sexual está em franco crescimento e coloca o Brasil como um dos países que mais fornece "escravas" sexuais em todo mundo. Números da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) divulgados ontem (18)apontam que cerca de 60 mil brasileiras com idades entre 18 e 25 anos são vítimas do tráfico internacional de pessoas anualmente. Elas têm como destinos mais comuns a Espanha, Portugal e Suíça.
O Paraná é um dos estados brasileiros onde existem rotas estruturadas pelo crime organizado para sustentar este mercado que, segundo estimativas do Unodoc, rende pelo menos 2,5 bilhões de euros (R$ 5,8 bi) por ano. Para tentar fazer frente ao problema e cumprir pelo menos parte das metas definidas no Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, técnicos da SNJ começam hoje a monitorar os seis núcleos e quatro postos avançados de enfrentamento ao tráfico de pessoas, instalados nos principais aeroportos do país. Estas células funcionam nos estados do Acre, Ceará, Pará, Rio de Janeiro , Goiás, Pernambuco, São Paulo e Bahia. No Paraná, este serviço ainda não foi estruturado.
O levantamento de 2009 sobre esta modalidade criminosa feito pelo Observatório do Tráfico de Seres Humanos (OTSH) em Portugal reforça que as brasileiras são as vítimas mais frequentes em território luso: 33 casos femininos foram considerados suspeitos entre 61 e três confirmados de um total de seis. O trabalho aponta que 40% das mulheres vítimas do tráfico humano em Portugal entre um total de 85 casos seriam brasileiras. E conterrâneos delas atuariam como aliciadores das organizações de exploração sexual.
Num dos poucos levantamentos realizados no Brasil sobre o tráfico de pessoas, apresentado em 2002 e que se baseou em reportagens publicadas sobre o assunto, foram identificadas 106 rotas de tráfico de pessoas nos níveis intermunicipal (8), interestadual (26) e internacional (72). Apenas na região sul do país foram traçadas 18 rotas, sendo que 50% eram internacionais.
No Paraná, o estudo detectou esquemas de tráfico de crianças e adolescentes de Foz do Iguaçu para Paraguai e Alemanha; de Foz para Cianorte; de Sarandi para o Paraguai; de Londrina e Ponta Grossa para Paranaguá e de outras cidades paranaenses para Teresina (PI). Já as mulheres do Paraná, em sua maioria, seriam levadas do interior para Curitiba e também para, Argentina, Paraguai, Alemanha e Espanha, o principal destino das vítimas das quadrilhas.
À FOLHA, o promotor e presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), César Mattar Júnior, aponta que os estados do Norte e Nordeste concentram a grande maioria das rotas de tráficos de pessoas do país, mas observa que o Paraná é um caminho estratégico por dar acesso fácil a outros países, por contar com uma grande área de fronteira e por causa da forte presença do crime organizado. "A exploração sexual nunca anda sozinha. É um negócio ilícito que está ligado a outras atividades como o comércio de drogas e armas. O Paraná é um entreposto marcante para os países do Mercosul e onde esse mercado está presente de forma mais acentuada acaba sendo uma porta de saída, um atrativo a mais para os aliciadores", avaliou o promotor que, em Maio deste ano, participou de uma mesa redonda sobre tráfico de pessoas dentro do 5º Fórum Internacional de Justiça, em São Paulo.
19/08/2010
Finte: Cornélio Notícias
Relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodoc) divulgado no final de junho mostrou que o tráfico de pessoas - especialmente mulheres - para fins de exploração sexual está em franco crescimento e coloca o Brasil como um dos países que mais fornece "escravas" sexuais em todo mundo. Números da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) divulgados ontem (18)apontam que cerca de 60 mil brasileiras com idades entre 18 e 25 anos são vítimas do tráfico internacional de pessoas anualmente. Elas têm como destinos mais comuns a Espanha, Portugal e Suíça.
O Paraná é um dos estados brasileiros onde existem rotas estruturadas pelo crime organizado para sustentar este mercado que, segundo estimativas do Unodoc, rende pelo menos 2,5 bilhões de euros (R$ 5,8 bi) por ano. Para tentar fazer frente ao problema e cumprir pelo menos parte das metas definidas no Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, técnicos da SNJ começam hoje a monitorar os seis núcleos e quatro postos avançados de enfrentamento ao tráfico de pessoas, instalados nos principais aeroportos do país. Estas células funcionam nos estados do Acre, Ceará, Pará, Rio de Janeiro , Goiás, Pernambuco, São Paulo e Bahia. No Paraná, este serviço ainda não foi estruturado.
O levantamento de 2009 sobre esta modalidade criminosa feito pelo Observatório do Tráfico de Seres Humanos (OTSH) em Portugal reforça que as brasileiras são as vítimas mais frequentes em território luso: 33 casos femininos foram considerados suspeitos entre 61 e três confirmados de um total de seis. O trabalho aponta que 40% das mulheres vítimas do tráfico humano em Portugal entre um total de 85 casos seriam brasileiras. E conterrâneos delas atuariam como aliciadores das organizações de exploração sexual.
Num dos poucos levantamentos realizados no Brasil sobre o tráfico de pessoas, apresentado em 2002 e que se baseou em reportagens publicadas sobre o assunto, foram identificadas 106 rotas de tráfico de pessoas nos níveis intermunicipal (8), interestadual (26) e internacional (72). Apenas na região sul do país foram traçadas 18 rotas, sendo que 50% eram internacionais.
No Paraná, o estudo detectou esquemas de tráfico de crianças e adolescentes de Foz do Iguaçu para Paraguai e Alemanha; de Foz para Cianorte; de Sarandi para o Paraguai; de Londrina e Ponta Grossa para Paranaguá e de outras cidades paranaenses para Teresina (PI). Já as mulheres do Paraná, em sua maioria, seriam levadas do interior para Curitiba e também para, Argentina, Paraguai, Alemanha e Espanha, o principal destino das vítimas das quadrilhas.
À FOLHA, o promotor e presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), César Mattar Júnior, aponta que os estados do Norte e Nordeste concentram a grande maioria das rotas de tráficos de pessoas do país, mas observa que o Paraná é um caminho estratégico por dar acesso fácil a outros países, por contar com uma grande área de fronteira e por causa da forte presença do crime organizado. "A exploração sexual nunca anda sozinha. É um negócio ilícito que está ligado a outras atividades como o comércio de drogas e armas. O Paraná é um entreposto marcante para os países do Mercosul e onde esse mercado está presente de forma mais acentuada acaba sendo uma porta de saída, um atrativo a mais para os aliciadores", avaliou o promotor que, em Maio deste ano, participou de uma mesa redonda sobre tráfico de pessoas dentro do 5º Fórum Internacional de Justiça, em São Paulo.
19/08/2010
Finte: Cornélio Notícias
8.16.2010
SEF deteve 25 pessoas nas últimas três semanas
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deteve 25 pessoas, durante 251 missões operacionais de combate à imigração ilegal, ao tráfico de seres humanos e à regularização dos fluxos imigratórios que decorreram nas últimas três semanas
Em comunicado, o SEF refere que, entre 04 e 24 de julho, foram identificados 7526 cidadãos estrangeiros e detidas quatro pessoas pela prática de crimes e outras 21 por permanência ilegal em Portugal.
Foram ainda notificados 65 cidadãos para abandonarem voluntariamente o país.
Fonte: Lusa/SOL
Em comunicado, o SEF refere que, entre 04 e 24 de julho, foram identificados 7526 cidadãos estrangeiros e detidas quatro pessoas pela prática de crimes e outras 21 por permanência ilegal em Portugal.
Foram ainda notificados 65 cidadãos para abandonarem voluntariamente o país.
Fonte: Lusa/SOL
8.09.2010
China: Polícia resgata 22 mulheres e crianças de rede de traficantes
A polícia resgatou 22 mulheres e crianças raptados por uma rede de tráfico humano que operava no sul da China há duas décadas, informaram hoje «media» oficiais.
Dezoito vítimas reuniram-se na quarta-feira com familiares na cidade de Nanning, na província de Guangxi, indicou a agência noticiosa Xinhua.
A polícia de Guangxi descobriu a rede durante uma investigação de três meses e deteve sete pessoas na província de Fujian a 22 de julho, adiantou a Xinhua.
Um dos suspeitos confessou à polícia que o grupo operava desde 1989, raptando mulheres e crianças de cidades em Guangxi para vender em Fujian.
O tráfico humano é um problema grave na China, que tem um próspero mercado negro de raparigas e mulheres que são vendidas como noivas. Os bebés também são raptados ou comprados a famílias pobres para vender a casais sem filhos.
Fonte: Lusa - Pequim 5 de Agosto de 2010
Dezoito vítimas reuniram-se na quarta-feira com familiares na cidade de Nanning, na província de Guangxi, indicou a agência noticiosa Xinhua.
A polícia de Guangxi descobriu a rede durante uma investigação de três meses e deteve sete pessoas na província de Fujian a 22 de julho, adiantou a Xinhua.
Um dos suspeitos confessou à polícia que o grupo operava desde 1989, raptando mulheres e crianças de cidades em Guangxi para vender em Fujian.
O tráfico humano é um problema grave na China, que tem um próspero mercado negro de raparigas e mulheres que são vendidas como noivas. Os bebés também são raptados ou comprados a famílias pobres para vender a casais sem filhos.
Fonte: Lusa - Pequim 5 de Agosto de 2010
7.27.2010
Criança de 11 anos era escrava doméstica
O tráfico de pessoas para a "servidão doméstica" preocupa as autoridades, nacionais e internacionais. É mais invisível do que no caso da exploração sexual ou laboral e as vítimas estão ainda mais vulneráveis. Já este ano, foi detectada em Portugal uma menina moçambicana, de 11 anos, que vivia em regime de escravatura. É um exemplo da nova face do tráfico de seres humanos, que substitui a violência pelo controlo psicológico e tem como alvo os menores.
(...)
"É uma nova realidade e é importante chamar a atenção para essa situação. Fala-se muito em exploração sexual, porque é o mais visível - os casos que encontrámos foram na prostituição e em bares - enquanto que as vítimas de servidão doméstica passam 24 horas fechadas e nem os vizinhos se apercebem", explica Joana Wrabetz, presidente do OTSH.
(...)
Em muitos casos, as vítimas são "recrutadas" ainda menores nos meios pobres e iletrados. Victoria Dochitcu, dirigente da organização internacional de apoio às vítimas de tráfico humano Lastrada, explica que as redes estão a mudar a forma e o alvo de recrutamento. E estão a dirigir-se aos menores que são mais vulneráveis que os adultos.
(...)
Fonte: Diário de Noticias 6 de Julho de 2010
(...)
"É uma nova realidade e é importante chamar a atenção para essa situação. Fala-se muito em exploração sexual, porque é o mais visível - os casos que encontrámos foram na prostituição e em bares - enquanto que as vítimas de servidão doméstica passam 24 horas fechadas e nem os vizinhos se apercebem", explica Joana Wrabetz, presidente do OTSH.
(...)
Em muitos casos, as vítimas são "recrutadas" ainda menores nos meios pobres e iletrados. Victoria Dochitcu, dirigente da organização internacional de apoio às vítimas de tráfico humano Lastrada, explica que as redes estão a mudar a forma e o alvo de recrutamento. E estão a dirigir-se aos menores que são mais vulneráveis que os adultos.
(...)
Fonte: Diário de Noticias 6 de Julho de 2010
7.26.2010
Guiné-Bissau: Promulgar Lei Anti-tráfico
Projecto de Lei Essencial para Impedir Transporte Além-fronteiras para Abuso e Exploração de Crianças
(Dacar, 20 de Julho de 2010) - A Assembleia Nacional da Guiné-Bissau deve agir rapidamente para promulgar uma lei que criminalize o tráfico humano, anunciaram hoje a Human Rights Watch, a SOS Crianças Talibés e a Associação dos Amigos da Criança. O projecto de lei, introduzido recentemente na agenda da Assembleia e com discussão prevista para a sessão de Outubro-Novembro, dotaria a polícia, os funcionários da justiça e a sociedade civil do poder necessário para melhorar a protecção das crianças no país, milhares das quais são traficadas da Guiné-Bissau para o Senegal e outros países todos os anos.
(Dacar, 20 de Julho de 2010) - A Assembleia Nacional da Guiné-Bissau deve agir rapidamente para promulgar uma lei que criminalize o tráfico humano, anunciaram hoje a Human Rights Watch, a SOS Crianças Talibés e a Associação dos Amigos da Criança. O projecto de lei, introduzido recentemente na agenda da Assembleia e com discussão prevista para a sessão de Outubro-Novembro, dotaria a polícia, os funcionários da justiça e a sociedade civil do poder necessário para melhorar a protecção das crianças no país, milhares das quais são traficadas da Guiné-Bissau para o Senegal e outros países todos os anos.
A Guiné-Bissau, país da África Ocidental com uma população de 1,5 milhões de pessoas, não possui, actualmente, legislação contra o tráfico humano. O tráfico de crianças é um problema grave que parece estar em crescimento na Guiné-Bissau, onde são movimentadas milhares de crianças todos os anos, tanto internamente como além-fronteiras, tendo em vista a sua exploração, a qual inclui o trabalho agrícola e a mendigagem forçada.
Fonte: Human Rights Watch
7.22.2010
Tráfico de seres humanos gera receitas de 2,5 mil milhões de euros anuais
O tráfico de seres humanos é um dos negócios ilícitos mais lucrativos na Europa, gerando receitas anuais na ordem dos 2,5 mil milhões de euros, divulgaram hoje as Nações Unidas.
A organização internacional, através do Gabinete para a Droga e Criminalidade (UNODC), revelou hoje em Madrid que este delito envolve anualmente perto de 700 mil pessoas, das quais 84 por cento são vítimas de exploração sexual.
A UNODC referiu ainda que o número de pessoas sujeitas a trabalhos forçados e a redes de prostituição está a aumentar anualmente cerca de 50 por cento.
De acordo com a entidade, cada ano cerca de 70 mil mulheres e crianças do sexo feminino são atraídas para a Europa e acabam nas mãos de redes de exploração sexual.
No continente europeu, mais de metade das vítimas são originárias dos Balcãs ou da antiga União Soviética (51 por cento), mas também da América Latina (13 por cento), Europa Central (sete por cento), África (cinco por cento) e Ásia oriental (três por cento).
Espanha foi o primeiro país europeu a conhecer a campanha internacional “Coração Azul”, uma iniciativa da ONU que pretende sensibilizar a opinião pública sobre este delito e denunciar “o atentado contra os direitos humanos”.
Fonte: Jornal I - 29 de Junho de 2010
A organização internacional, através do Gabinete para a Droga e Criminalidade (UNODC), revelou hoje em Madrid que este delito envolve anualmente perto de 700 mil pessoas, das quais 84 por cento são vítimas de exploração sexual.
A UNODC referiu ainda que o número de pessoas sujeitas a trabalhos forçados e a redes de prostituição está a aumentar anualmente cerca de 50 por cento.
De acordo com a entidade, cada ano cerca de 70 mil mulheres e crianças do sexo feminino são atraídas para a Europa e acabam nas mãos de redes de exploração sexual.
No continente europeu, mais de metade das vítimas são originárias dos Balcãs ou da antiga União Soviética (51 por cento), mas também da América Latina (13 por cento), Europa Central (sete por cento), África (cinco por cento) e Ásia oriental (três por cento).
Espanha foi o primeiro país europeu a conhecer a campanha internacional “Coração Azul”, uma iniciativa da ONU que pretende sensibilizar a opinião pública sobre este delito e denunciar “o atentado contra os direitos humanos”.
Fonte: Jornal I - 29 de Junho de 2010
7.15.2010
Relatório Anual sobre o Tráfico de Seres Humanos | 2009
Após um ano de trabalho, o Observatório do Tráfico de Seres Humanos divulga o seu Relatório Anual.
Resulta deste relatório que durante 2009 foram sinalizadas 84 potenciais vítimas, correspondendo a 70 sinalizações via GUR e 14 sinalizações via GS. Deste grupo, foram até à data confirmadas 7 vítimas.
Todo o conteúdo disponível Aqui
Resulta deste relatório que durante 2009 foram sinalizadas 84 potenciais vítimas, correspondendo a 70 sinalizações via GUR e 14 sinalizações via GS. Deste grupo, foram até à data confirmadas 7 vítimas.
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